O mito do profissional de tecnologia satisfeito

Uma pesquisa da Michael Page mostra que 53% dos profissionais de tecnologia no Brasil estão insatisfeitos com seus salários. O índice não apenas ultrapassa a média global (36%), como também supera a da América Latina (47%). O dado desmonta a ideia de que o setor de tecnologia é um refúgio de estabilidade e reconhecimento. Pelo contrário: revela um abismo entre expectativa e realidade.
Onde nasce o descontentamento
O problema não é apenas o valor depositado na conta. Muitos relatam nunca terem recebido aumento ou aguardam reajustes há anos. Para piorar, a promoção — símbolo clássico de valorização — tornou-se um evento raro. Trinta por cento dos profissionais de tecnologia nunca foram promovidos; outros 35% só lembram de uma evolução há mais de dois anos. Resultado: talentos desmotivados, que se sentem ignorados por estruturas rígidas, lideranças distantes e culturas empresariais que falham em reconhecer valor real.
A contradição que precisa ser encarada
O senso comum diz que motivação se compra com bônus ou aumentos. A pesquisa desmente: a insatisfação não é apenas financeira, é existencial. O que os profissionais de tecnologia parecem buscar não é só dinheiro, mas trajetória, reconhecimento e mobilidade. Quando 54% estão ativamente procurando uma nova oportunidade, não é apenas mercado aquecido, é fuga em massa de quem sente que não tem espaço para crescer onde está.
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