A filosofia de Cristo – um rascunho

Como deve ser a maneira de pensar de um seguidor de Jesus?

Um dia desses, eu disse para um amigo meu, o que sempre tenho repetido a colegas de profissão: o titulo de uma matéria ou de um post ou de uma peça publicitária deve ser provocativo. Assim, com este aí em cima, estou tentando provocar. Eu sempre gostei de usar um conceito da minha própria formação acadêmica de que o jornalista que não provoca, está na profissão errada.

Então, a partir deste ponto, posso começar a rascunhar. E já aviso desde agora, não gosto de falar muito, nem de escrever muito também. O que gosto mesmo de fazer quase sem parar, é conversar, debater e aprender mais sobre um assunto. E sendo bem direto, posso começar a perguntar: o que é filosofia? E qual seria, opinando eu, a de Cristo?

Pra começo de prosa, devo lembrar que a filosofia grega ou antiga, era a busca pela vida boa ou satisfatória através da procura pela verdade. Esta busca pela verdade era parte das relações cotidianas das pessoas de forma próxima e rápida.

Na filosofia da idade média e moderna, quando surgiram os grandes pensadores, e também com o surgimento da igreja como motor do pensamento, a forma de pensar das pessoas mudou de foco e de meio: o pensamento passou a ser mais religioso do que acadêmico ou social, puramente como era na Grécia. Daí, Nietzsche dizer a frase mais impactante da obra dele: Deus está morto. Como assim? O que ele disse na verdade não tem relação com um tipo de morte literal de um ser, mas com a forma de pensar religiosa daquela época. Surgia assim, a partir dalí, um novo pensamento filosófico.

Esta nova maneira de filosofia é a dos grandes pensadores. Mas a pergunta continua. Qual é a filosofia de Cristo? Como é a forma de pensar Dele e como deve ser a maneira de pensar de um seguidor ou discípulo de Jesus?

A Bíblia registra uma conversa de Jesus com Pilatos que serve muito bem para ilustrar a nossa proposta. Jesus foi levado para ser julgado por Pilatos e este lhe fez uma pergunta:

– Tú és o rei dos judeus?
– É você que quer saber ou outros por seu intermédio? Cristo respondeu com outra pergunta.
– Que fizeste?
– Não sou um rei terreno. Afirmou Jesus.
– Então és rei? Perguntou Pilatos
– De fato, sou rei e vim ao mundo para trazer a verdade.
– O que é a verdade? Interrompeu Pilatos.

O diálogo de Jesus e Pilatos acaba assim. Cristo não teve a chance de dizer a Pilatos que Sua verdade é superior. Pilatos era um cidadão romano bem educado e certamente conhecia noções de filosofia. Então, a pergunta que interrompeu a conversa foi proposital.

Agora pense comigo. De que adiantaria Cristo dizer que Ele era a verdade para uma pessoa na posição de Pilatos? Ele, como prefeito da Judeia, poderia tentar provar que Roma era superior a todos e em todos os aspectos, mas simplesmente preferiu se livrar do problema filosófico e civil, chamado Jesus. Pilatos jamais aceitaria a verdade de Cristo porque esta era superior a dele:

– Eu lavo as minhas mãos.

A filosofia de Cristo é superior a qualquer tipo ou escola de pensamento deste mundo, desde a dos gregos até os pensadores da idade média, moderna ou pós-moderna. A filosofia de Cristo é eterna. Sua filosofia não se encaixa em nenhuma proposta deste mundo. É a Filosofia do Amor. E quanto aos seus seguidores, a melhor resposta que tenho no momento é a de outro seguidor de Cristo, o apóstolo Paulo, que disse que deveria ser imitado da mesma maneira como ele próprio imitava a Jesus.

Pra terminar, eu não podeira deixar de dizer que para mim, Cristo é o maior filósofo de todos os tempos e também não poderia deixar de citar uma das frases mais impactantes e significativas da vida dele:

“Em vim para que tenham vida plena”

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