Nossos políticos vão implodir o país?

Ganância, imoralidade, soberba, falta de juízo, apatia em relação às necessidades do povo. Este é o perfil da política brasileira

Conversando com pais experientes, estes me acalentaram em relação às minhas preocupações com os cuidados com o meu primeiro filho, atualmente com sete meses de idade. Um dos sábios conselhos recebidos por mim foi o de que a principal responsabilidade de um pai e de uma mãe, com um filho nessa idade, é evitar que ele se suicide.

Imagine uma cartilha de ética e conduta para os nossos políticos que contivesse algo do tipo: “Sua responsabilidade, enquanto político, é evitar que o país se suicide ou entre em colapso”. Faz quinze dias que publiquei meu último texto e causa espanto a quantidade de tentativas de suicídio político promovidas ao longo desse tempo. 

O ex-presidente Bolsonaro anunciou seu filho Flávio Bolsonaro como o escolhido para a candidatura à presidência, derrubando a Bolsa de Valores. YouTubers e outros críticos do STF têm sido punidos pela Justiça. Os juízes alegam que o direito à liberdade de expressão está sendo utilizado para “abalar a confiança nas instituições”.

O governo utilizou os seus perfis oficiais para atacar o Congresso e seus rivais políticos. Dias depois, o presidente Lula disse que a corrupção na Petrobras foi invenção da mídia.

A imprensa revelou que o ministro do STF, Dias Toffoli, viajou em um jatinho custeado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para assistir à final da Libertadores. Em seguida, Toffoli estava relatando o processo sobre a suposta corrupção daquele banco e decretou sigilo sobre as investigações.

O Master contratou a esposa do também ministro do STF, Alexandre de Moraes, o Xandão, por R$ 129 milhões a serem pagos em três anos, R$ 3,58 milhões por mês. O banco ainda patrocinou seis eventos com ministros do STF. O ministro Edson Fachin, constrangido, propôs criar um código de ética e conduta para “orientar” as supremas excelências.

A Câmara aprovou o projeto de redução de pena para os golpistas do 8 de janeiro e tal projeto acabou favorecendo, também, os narcotraficantes. Hugo Motta, presidente da Câmara, ordenou que a polícia legislativa retirasse o deputado Glauber Braga à força da mesa diretora da Câmara, expulsou todos os jornalistas do plenário e censurou a transmissão da sessão na TV. O mundo inteiro repercutiu esta baderna.

Xandão decidiu cassar o mandato de Carla Zambelli. Os deputados decidiram preservar o mandato de Carla Zambelli. Xandão, rapidamente, revogou a decisão da Câmara e decidiu pela perda imediata do mandato de Carla Zambelli. Carla Zambelli decidiu renunciar ao seu mandato.

A ex-assessora do deputado Arthur Lira foi presa por desvio de emendas parlamentares. O ministro Toffoli retirou da CPI do INSS o acesso aos dados do Banco Master. 

Líderes do Congresso aprovaram R$ 596 milhões em emendas parlamentares sem identificar os autores. O PT lançou a “nova” resolução de planos “estratégicos” para o Brasil com as mesmas receitas que deram errado no passado. O presidente Lula criou mais de 4,1 mil cargos comissionados, batendo o recorde de funcionários sem concurso no serviço público.

O desembargador Macário Júdice, que ficou afastado do cargo por 18 anos acusado de formação de quadrilha, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e ameaça – e retornou a sua função de juiz, e foi promovido a desembargador – foi preso por Xandão. O TJ-RJ ganhou penduricalho de R$ 1 bilhão, quando o corregedor de justiça decide em causa própria.

Nesse ínterim, Trump retirou as sanções da Lei Magnitsky contra Xandão e sua família, frustrando os bolsonaristas. O presidente americano deixou-nos uma lição muito importante: ele não está do lado de Bolsonaro, nem de Lula, mas sim do povo do seu país. Muito bem fariam os políticos brasileiros se seguissem essa máxima.

Desculpe-me pelo texto confuso. Ele apenas reflete o estado de caos que estamos vivendo.

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