O que esperar de 2026?

Não haverá surpresas, mas sim oportunidades que deverão ser avaliadas e aproveitadas

Eis que a nossa coluna, Eu Pago Boleto, retorna, agora em 2026, com publicações quinzenais. Que 2026 seja um ano promissor em sua vida.

Não sei como foi o início do ano para você, mas, para mim, foi de profunda reflexão. Que bom! Isso está de acordo com o propósito desta coluna, que é promover reflexões no campo político-republicano, com viés conservador, em prol da permanência das instituições republicanas e da manutenção dos pesos e contrapesos da democracia.

Noutras palavras, esta coluna entende que não existe solução fora da República e do modelo democrático de governança. Ruim com isso que está aí, pior sem isso. Não há necessidade de aventuras ou de idolatria a “messias” ou “líderes populares honoris causa”. A política, do jeito que está, é insatisfatória, não atende aos anseios populares, mas é o único meio pelo qual podemos almejar o tão sonhado Estado de bem-estar social.

Com base nos últimos acontecimentos, não vejo motivos para otimismo político em 2026. O mundo está colapsando geopoliticamente e, mais do que nunca, temos visto as intenções imperialistas sendo apresentadas — de forma clara e intencional — ao mundo civilizado. Trump esperou passar o dia 1º de janeiro, o “Dia da Confraternização Universal”, para “desconfraternizar” e capturar Nicolás Maduro. Uma ação ilegal contra um governo ilegal.

Não há vencedores em guerras, e o cidadão sempre arca com o custo dos prejuízos. Até hoje pagamos a conta da supervalorização dos microchips decorrente da guerra entre Rússia e Ucrânia. Na prática, carros, celulares, computadores e tudo o que utiliza tecnologia computacional estão mais caros.

No Brasil, com o Congresso em recesso, resta ao Judiciário criar e divulgar as presepadas. Até tentam esconder, colocando sigilo sobre investigações de interesse nacional, mas a imprensa tem feito um exímio trabalho na divulgação dos escândalos das togas.

Cansado de Xandão, o STF agora quer promover o Toffolão. E o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que anseia instaurar um código de ética para os ministros — quem diria, ensinar ética a juiz —, defende as ações questionáveis de seus pares, alegando que as excelências estão cumprindo “o devido processo legal”.

Enfim, o que esperar de 2026? Aí vai um spoiler.

Juízes suspeitos de envolvimento em negócios, no mínimo, imorais, julgarão os seus e os meus processos. Políticos interessados apenas em seus próprios negócios virão até nós dizendo que vão governar para o povo. O governo brasileiro vai aumentar os impostos com a desculpa de promover justiça social. Viver será tão custoso quanto tem sido até agora. Nossos boletos ficarão mais caros.

Algo para se animar? Sim. O ano de 2026 será oportuno para avaliarmos o cardápio político que será apresentado nos stand-ups da propaganda eleitoral e decidirmos qual país desejamos para os próximos anos. Não haverá surpresas, mas sim oportunidades que deverão ser avaliadas e aproveitadas, sejam no campo político, sejam nas nossas vidas particulares.

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